segunda-feira, 26 de julho de 2010

.Como uma estrela.





Brilhavas e eu sempre acreditei no teu brilho.
A tua felicidade era a minha felicidade.
A tua tristeza era a minha tristeza.
Juntos sorriam-mos e juntos choravam-mos.
Mas valeu a pena tudo isto?
Toda esta felicidade que se transformou em tristeza no momento em que a tua ausência perturbou o meu espaço.
Sempre acreditei que a tua ausência não me afectaria.
Seria uma escolha tua e não minha.
Eu aprendi a viver com ela, apesar de a cada dia ser pior.
Tudo ainda não mudou porque o sentimento permanece, como sempre permaneceu.
Mas algo mudará em breve, eu sinto.
Mas entretanto, tu serás para mim como uma estrela, que apesar de inanimada, ainda brilha.

sábado, 17 de julho de 2010

.Sentimento.





Passou um minuto, uma hora, um dia, um mês.
Sem uma palavra nem um murmúrio.
Aquela ausência constante que me deixava em baixo.
Todas as noites as recordações aparecem como se fosse o destino que as comandasse e o escuro as embalasse.
A cada minuto que passava era uma lágrima que caia.
Cada lágrima seguia o seu trajecto.
Um trajecto pequeno mas momentâneo.
Um novo mundo, uma nova realidade. Talvez.
A saudade apertou e continua a apertar, como se não existisse mais nada além dela.
Senti-me injusta ao saber a verdadeira realidade, coisa que não queria acreditar. Talvez devido aos pensamentos que criei anteriormente. Talvez sim. Talvez não.
Receio sempre quando o dia acaba.
Receio a escuridão que se apodera de mim à noite.
Receio que ela chegue e nunca mais parta.
Receio que nunca voltes ou quando regressares eu já não me encontre aqui, como hoje, à tua espera.
Quero-te aqui. Preciso de ti aqui.
Agora, como nunca antes precisei.